A luta antirracista começa pela educação!

O que é racismo? Como ele afeta a educação? Como podemos combatê-lo? Nesse artigo vamos te explicar todos esses pontos.

Além disso, vamos trazer algumas dicas para você erradicar (de uma vez por todas) a discriminação e o preconceito do seu dia a dia, bem como, apresentar um projeto do Alicerce, chamado IPILE que trabalha para fortalecer a educação antirracista.


O que é racismo?

 

Antes de falar de racismo, devemos prestar atenção em conceitos importantes: preconceito, discriminação e racismo não são a mesma coisa.

Preconceito é o ato de atribuir valores, comportamentos, emoções e atitudes a um estereótipo ligado a uma determinada pessoa ou grupo, sem justificativa e sem conhecimento. Discriminação é o ato de excluir, separar e inferiorizar pessoas tendo como base ideias preconceituosas.

Já o racismo é um sistema de opressões sob a forma de preconceitos e discriminações (direta ou indireta) contra grupos por causa de sua etnia ou cor. 

 

 

 

Como o racismo afeta a educação?

 

As desigualdades às quais a população negra está submetida têm sua origem no racismo estrutural e institucional presente na sociedade. O conceito de racismo institucional foi introduzido em 1967, por ativistas americanos, sendo definido como:

A falha coletiva de uma organização em prover um serviço apropriado e profissional às pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica. (CARMICHAEL, S. e HAMILTON, C. BLACK POWER: THE POLITICS OF LIBERATION IN AMERICA. NEW YORK, VINTAGE, apud, GELEDÉS, p. 17).

 

Em outras palavras, o racismo institucional está relacionado com a marginalização e rejeição (de forma direta ou indireta) de certos grupos étnico-raciais exercidos pelas instituições.

Enquanto o racismo estrutural é uma forma de discriminação mais difícil de perceber porque é formado por um conjunto de falas, hábitos e situações que acaba promovendo a segregação ou o preconceito racial sem que as pessoas se deem conta. E ambos ocorrem com muita frequência no ramo da educação.


Pensando nisso, devemos levar em consideração alguns dados que demonstram como o preconceito racial faz parte da estrutura da sociedade brasileira perante a educação:

 

  • Entre 2016 e 2018, na população preta ou parda, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi de 9,1%. Enquanto a taxa de analfabetismo da população branca da mesma idade foi de 3,9%, ou seja, quase três vezes menos.
  • Segundo o estudo feito em 2020 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 18% da população preta e parda está inserida na educação superior.

 

Como podemos combatê-lo?

 

Com o objetivo de amenizar o problema, foram criadas políticas que visam combater a desigualdade social entre raças.

Uma delas é a lei 7.716 que criminaliza a discriminação por raça e a lei 10.639 que torna obrigatório, no ensino fundamental e médio, o ensino sobre história e cultura afro-brasileira e africana, estabelecendo-se a necessidade de novas diretrizes curriculares nacionais.

A polêmica política de cotas é outra medida que tem como principal objetivo a integração da população negra na academia.

 

Além disso, vamos trazer 5 exemplos de atitudes que – podem não parecer – mas são racistas e você deve abandonar. Confira abaixo:

 

  • Usar o “mas” para “atenuar” a negritude de alguém ressaltando a qualidades dela, exemplo: Você é negra, mas é bonita…
  • Deduzir que a pessoa é pobre ou simples apenas pela cor da pele;
  • Achar que a pessoa é funcionária de um estabelecimentos apenas pela cor de pele; 
  • Usar a expressão “cor de pele” para designar uma única cor;
  • Achar estranho um negro e/ou indígena em uma posição de destaque

 

Quais medidas o Alicerce usa para somar na causa? 

 

Aproximar as realidades dos negros e brancos continua sendo um enorme desafio. E com o objetivo de melhorar essa realidade, criamos o IPILE.

IPILE, (que significa “alicerce” em iorubá, um dos maiores grupos étnico-linguísticos da África Ocidental) é o núcleo de relações raciais do Alicerce Educação que visa oferecer informação, conscientização, formação e acolhimento em tudo que tange a temática racial. 

O objetivo é incentivar a educação antirracista, promover canais de diálagos socioconstrutivos, ações culturais e fortalecer o reconhecimento identitário de profissionais e alunos negros. Oferecendo oportunidades equitativas, que proporcionam o reconhecimento, a valorização e expansão de todas potencialidades que tem a população negra brasileira.

 

Para saber mais sobre o IPILE, acesse o nosso site.

 

 

Por fim, ressaltamos a importância de ensinar desde cedo às crianças que o racismo existe, pois reconhecê-lo é o primeiro passo para combatê-lo.

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