5 tendências educacionais para os próximos anos

Você já se perguntou quais são as tendências educacionais do do futuro?

 

Quando penso no futuro da educação, muita coisa vem à minha mente. E o principal questionamento é: “se a tecnologia evolui tão rápido, porque a educação não acompanha esse ritmo?”. E é pensando nisso que procurei me informar sobre as principais tendências educacionais para os próximos anos, pois a educação precisa adaptar-se às novas exigências que surgem ao longo do tempo.

 


Andreas Schleicher, diretor de educação da
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e coordenador do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), explica quais são as grandes questões sociais e tecnológicas que os alunos precisam para ter sucesso.

Através dessa avaliação feita pelo Andreas Schleicher, separei as 5 principais tendências educacionais para os próximos anos.

 

  • Competência digital

Sabemos que a maioria dos jovens estão ligados às inovações nos meios digitais, por isso, investir nesse segmento é importante, e a escola precisa estimular o uso dessa tecnologia.

De acordo com a pesquisa do Wise (World Innovation Summitt for Education), da Fundação Catar, “computadores e tablets estarão mais presentes na vida de professores e estudantes do que lousas e apostilas”. No estudo, 93% dos pesquisadores apontam que a inovação social, tecnológica e pedagógica, será a chave para o avanço educacional nos próximos anos.

Para isto, professores, gestores e demais colaboradores devem entender como funcionam os recursos mais recentes e manter-se sempre atualizados para que explorem da melhor maneira o que elas podem oferecer.

 

  • Ensino híbrido

Não posso deixar de citar como a pandemia de Covid-19 afetou o sistema educacional,  obrigando professores a reinventar-se para conseguir transmitir o conteúdo de suas aulas pela internet de maneira eficaz.

E é pensando nisso que me deparei com a seguinte notícia: no futuro, as escolas terão formatos híbridos: combinando momentos/atividades presenciais e a distância.

Segundo 73% dos especialistas ouvidos pela pesquisa do Wise, com esse método, o professor tem o importante papel de ser o mediador do conhecimento, mais do que transmitir conteúdo, ajudando o aluno a alcançar o conhecimento sozinho, promovendo a sua autonomia.

A educação híbrida permite que as aulas sejam mais dinâmicas, acessíveis e flexíveis. Podendo ocorrer por meio de videoaulas, salas de aula invertidas, entre outras coisas. 

 

  • Metodologia ativa 

Não é de hoje que a gente percebe que a educação precisa de uma inovação. Pensando nisso, a metodologia ativa de aprendizagem ocupa um espaço importante nesse processo de ensino personalizado.

Diversos estudiosos contribuíram para esse novo olhar, como por exemplo, o Howard Gardner, com o livro Inteligências Múltiplas, que nos mostra a necessidade da personalização do ensino com a metodologia ativa de aprendizagem.

Seu principal foco é promover o protagonismo do aluno no ensino, através de práticas pedagógicas voltadas ao seu desenvolvimento.

Mas, quando se fala em aluno protagonista, não se trata de individualismo. O objetivo é influenciar os estudantes a resolverem problemas, descobrirem a solução e desvendar os temas. Pois, cada aluno tem seu potencial, seus interesses e sua forma de trabalhar. 

Assim, as necessidades dos alunos são consideradas e cada um desenvolve seu próprio conhecimento, assumindo o protagonismo. Nesse caso, o professor assume o papel de mediador e o ritmo das aulas e a abordagem devem ser definidos de acordo com cada aluno.

 

  • Aprendizagem socioemocional

Compreendemos a importância de desenvolver o lado intelectual dos alunos, mas também precisamos focar nas competências socioemocionais para assim, estimular as habilidades fundamentais para a vida em sociedade. 

O Fórum Mundial de Educação da Unesco criou em 2000, os quatro pilares da educação no século XXI. Entre eles, está o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais dos alunos.

Essas práticas pedagógicas favorecem a empatia, a expressividade, a criatividade, a resiliência, a autogestão e a sociabilidade que são fundamentais para o futuro da educação. Pois, desta forma, os alunos estarão preparados para lidarem com emoções, promovendo uma maior realização nos seus objetivos.

 

  • Aplicação de empreendedorismo

Sair da vida acadêmica e entrar no mercado de trabalho não é uma tarefa tão simples. Por isso é preciso instruir, estimular e orientar os alunos desde cedo. A concepção de educação empreendedora está de acordo com as exigências de educação para o século XXI definidas pela UNESCO.

O empreendedorismo na educação não consiste em desenvolver necessariamente empresários, mas estimular a proatividade, desenvolvendo as habilidades dos estudantes, estimulando-os a serem mais engajados nos projetos, para que eles saibam como fazer planos para o futuro.

 


Analisando todas essas tendências, notamos que o futuro da educação precisa estar conectado com a atualidade. O objetivo do passado era a padronização, ou seja, alunos seguindo o mesmo currículo padrão.

O futuro consiste na personalização de experiências educacionais.

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